29 de out. de 2014

Primeiras experiências no rádio

Por Lucas Campestrini e Maria Beatriz S. Martins




Em 1922, uma feira comemorativa a independência do Brasil, no Rio de Janeiro, trazia ao país o assunto que bombava nos EUA: a tecnologia da rádio difusão e seus aparelhos.  Nessa mesma feira, uma transmissão experimental foi feita no Teatro Municipal. O público ouviu um pronunciamento do então presidente Epitácio Pessoa e a Ópera o Guarani, de Carlos Gomes. Essa, então, foi a primeira transmissão radiofônica no Brasil.



Essa transmissão no Teatro Municipal contagia Roquette Pinto, considerado o pai do rádio no Brasil. Roquette cria em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a primeira emissora do Brasil, com uma programação composta por música clássica e recitais de poesia. Nessa época ainda era proibido explorar comercialmente o rádio, colocando propagandas no meio. A primeira rádio que obteve concessão para a exploração publicitária foi fundada apenas em 1924, a Rádio Clube do Brasil.

No ano de 1932, uma revolução no meio. O governo de Getúlio Vargas autoriza as inserções publicitárias e inaugura assim o modelo atual de mídia. De lá para cá foram muitas adaptações no meio, que já foi a principal forma de comunicação do país e mesmo perdendo espaço para outros como TV e internet soube se adaptar e hoje está até na web.

Por ainda ser um meio muito importante e muito usado na propaganda, nós publicitários estudamos as melhores maneiras de anunciar nesse meio e as melhores técnicas para escrever para ele. No curso de Publicidade e Propaganda da FURB, os acadêmicos tem a oportunidade de aprender também na prática. Na aula de Redação II Audiovisual, uma introdução aos meios rádio e TV. Os alunos aprendem a escrever para dois dos meios mais tradicionais. Alguns semestres depois começam as aulas práticas. Primeiro uma matéria de produção de rádio e mais a frente três matérias de produção de vídeo.

Logo na primeira aula de produção de rádio aprendemos algumas técnicas para aprimorar a escrita para o meio, entre elas a constelação semântica. Fazer uma constelação semântica nada mais é que colocar no papel várias palavras de um mesmo universo, que estejam ligadas ao tema principal.

No spot para a Videolocadora Hollywood, fizemos uma constelação semântica com tudo o que nos lembrava de Hollywood e cinema. Palavras como filme, pipoca, tapete vermelho e clássicos entraram nessa constelação semântica que nos fez lembrar de clássicos do cinema, como Forrest Gump e nos inspirou a escrever o spot com uma alusão ao filme. A técnica usada foi a dramatização, com um diálogo entre personagens e um locutor falando sobre a promoção da Videolocadora.

A gravação foi feita de uma forma diferente do que normalmente fazemos. Ao invés de escolher previamente quem faria cada personagem e o locutor, toda a equipe gravou cada uma das partes e depois escolhemos qual pessoa se encaixava melhor em cada parte. Fizemos dessa maneira por ser nossas primeiras aulas e nenhum de nós ter experiência no assunto.

Como já mencionamos, o rádio ainda é um meio de comunicação muito importante, por sua solidez e credibilidade, além de ainda impactar muitas pessoas. Cabe a nós publicitários manter a qualidade dos anúncios veiculados no meio, através das técnicas e do conhecimento que adquirimos nas aulas da graduação.

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